sábado, 3 de maio de 2008

Rede zumbi ataca servidores de instituições militares

Pesquisadores da BitDefender descobrem complexo esquema para enviar spam via endereços .mil e .edu.
Pesquisadores de segurança descobriram um complexo esquema de para seqüestrar PCs com o objetivo de enviar spam por meio de sistemas de universidades e instituições militares.

Segundo pesquisadores da empresa BitDefender, o esquema, baseado em um código malicioso chamado de Edunet, é um dos mais complicados que já enfrentaram.

O ataque se inicia com um e-mail que oferece links para vídeos. Ao clicar, o usuário começa a baixar um aplicativo que, supostamente, serviria para rodar o vídeo. Na verdade, trata-se do Edunet, que abre uma porta que permite aos criminosos terem acesso ao PC e enviarem spams por meio de uma lista de servidores, de acordo com a empresa.

Uma das curiosidades desse esquema é que a lista de servidores usados para o envio de spams é formada, basicamente, de endereços .edu e .mil, que pertencem a instituições de ensino e militares. Nesses servidores, o Edunet se aproveita de erros de configuração para maquiar o envio dos e-mails indesejados.

Até o momento, no entanto, os ataques têm sido pouco efetivos, uma vez que a maioria dos servidores da lista não possuem erros de configuração, de acordo com a BitDefender.Por Technoworld, Reino Unido

Nova tecnologia de baterias promete maior autonomia de notebooks

ZPower começa a oferecer, em agosto, baterias de prata-zinco, que prometem 40% mais carga do que as atuais de íons de lítio.
Usuários de notebooks podem ter, em breve, uma autonomia maior na carga de seus portáteis. A promessa é da empresa ZPower que começa a oferecer, a partir de agosto, uma nova linha de baterias de prata-zinco, mais duráveis do que as atuais de íons de lítio.

Ross Dueber, Chief Executive Officer da ZPower, explica que as baterias de prata-zinco conseguem armazenar mais energia do que as de íons de lítio, oferecendo 40% mais autonomia aos laptops. Segundo ele, se um notebook funciona por duas horas com uma bateria atual, pode ganhar até três horas de uso com o novo componente.

> Podcast: vida longa às baterias

A química baseada em água torna as baterias de prata-zinco mais seguras em relação às de íons de lítio, que usam dimetil carboneto, um líquido inflamável, em sua composição.

Outra vantagem, ressalta Dueber, é o tempo de vida da bateria de prata-zinco, que não perde a capacidade no primeiro ano de uso, enquanto as baterias de íons de lítio costumam perder 30% de sua capacidade neste período. Após 12 meses, no entanto, as baterias de prata-zinco começam a se degradar da mesma forma que as de íons de lítio, explica o executivo.

O componente de prata-zinco não é uma tecnologia nova, observa Vishal Sapru, gerente do grupo de sistemas de energia da consultoria Frost & Sullivan. Segundo ele, baterias anteriores com este componente já foram usadas em dispositivos militares e espaciais. A novidade é que a ZPower acrescentou a capacidade de recarga a estes componentes.

A preocupação com segurança, especialmente diante de diversos incidentes de baterias que pegaram fogo, pode favorecer a adoção das novas baterias, embora a prata seja um material mais caro.

Na avaliação de Sapru, a preocupação com as baterias de íons de lítio é excessiva. "Pense em quantos laptops e celulares nós usamos e carregamos", observa. Segundo ele, empresas como a Valence Technologies e a A123 Systems estão estudanto um material de fosfato que pode reduzir o risco de superaquecimento e incêndio das baterias de íons de lítio.

De acordo com Dueber, a idéia é começar a fornecer a nova linha de baterias para os principais fabricantes de notebooks - o executivo não revelou quais fabricantes ou o valor do componente - e partir para o mercado de celulares, nos próximos anos.

O foco em dispositivos móveis é um incentivo da Intel Capital, braço de investimentos da Intel que fez um aporte na ZPower, em 2004.
Por IDG News Service, EUA

IBM: memória 'racetrack' é mais rápida, robusta e consome menos do que flash

Desenvolvida pela IBM, a chamada memória “racetrack” é capaz de armazenar centenas de vezes mais informação do que os chips flash, defende a empresa.
Por Network World, EUA

A nova memória desenvolvida pela IBM – racetrack – é capaz de armazenar dados em um nanofio (fio que conecta transistores em chips) mil vezes mais fino do que um cabelo humano. Segundo a companhia, a memória ‘racetrack’ é capaz de armazenar centenas de vezes mais informações do que as memórias flash atuais.

A memória funciona ao rotacionar correntes elétricas polarizadas, o que faz o modelo magnético percorrer um caminho pelo fio, processo no qual os dados podem ser escritos ou lido – em qualquer direção – em menos de um nanosegundo. A tecnologia permite, segundo a IBM, "boots na velocidade da luz".

“Os dados são escritos ao colocar um segundo nanofio com um modelo magnético especial próximo ao primeiro nanofio”, explica um vídeo da IBM. “A memória ‘racetrack’ permite que centenas de nanofios sejam colocados na beirada de um chip, o que pode significar que essa memória é capaz de armazenar centenas de vezes mais do que os modelos atuais”.

Pesquisadores da IBM como Stuart Parkin e colegas do centro de pesquisas em San Jose, Califórnia (EUA) em dois ensaios publicados na revista Science.

Os pesquisadores afirmaram que, em menos de 10 anos, dispositivos baseados na memória ‘racetrack’ vão chegar ao mercado, permitindo um MP3 player que armazene 500 mil canções ou 3,5 mil filmes.

“Os dispositivos não apenas vão armazenar muito mais informações no mesmo espaço, mas também demanda menos energia e geram menos calor, além de ser praticamente inquebrável”, garante a IBM. “O resultado: quantidades massivas de informações armazenadas que podem ser acessadas de uma mesma bateria por semanas seguidas e durar por décadas”.

Nova descoberta pode substituir memórias DRAM, diz HP

De acordo com a empresa, a descoberta do elemento “Memristor” pode revolucionar a maneira pela qual os dados são armazenados.
Os laboratórios de pesquisa da HP conseguiram provar a existência do quarto elemento fundamental de um circuito em engenharia elétrica - além do capacitor, resistor e indutor. Antes da descoberta, a existência do elemento chamado “Memristor” era considerada uma possibilidade teórica.

De acordo com a HP, o elemento pode revolucionar a maneira pela qual os circuitos armazenam informações. Na prática, diz a empresa, as memórias não perderiam os dados, consumiriam muito menos energia e estaria eliminada a necessidade de reiniciá-las.

Em comunicado oficial, a HP garante: “[os chips produzidos com a tecnologia] associariam informações de maneira semelhante ao processo do cérebro humano”.

> Nova memória da IBM promete armazenar 500 vezes mais

O estudo foi publicado na revista Nature por quatro pesquisadores do laboratório da HP. Por meio de um modelo matemático, a equipe liderada por R. Stanley Williams deu um exemplo do “memristor” (palavra formada pela combinação de “memory resistor”), que tem a capacidade de reter a história da informação que adquiriu.

“Descobrir algo novo e tão fundamental no maduro campo da engenharia elétrica é uma grande surpresa, especialmente por ser uma descoberta que tem implicações significativas para o futuro da ciência computacional”, disse Williams em comunicado oficial.

A HP afirma que, a partir do "memristor", novos tipos de memórias poderiam ser desenvolvidos para substituir a DRAM (dynamic random access memory). Ao contrário da DRAM, que perde a informação quando não têm energia e precisam reiniciar, a nova memória não precisaria disso.Fonte:Computerworld


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